domingo, 23 de março de 2008

London Calling

Departure, 4 am, fake plastic trees para dar uma esfriada na pista, mas muitos grupos grudados flutuando ao som, onde estão meus amigos? Os encontro no banheiro qebrando ampolas de popper repetidamente, troca o som para barbie girl, It's fantastic-versão remix, resolvo sair e entro no primeiro taxi, mas a noite apenas começa. Em frente ao Zigfrid peço para parar, fila enorme. Vejo uma conhecida já embaixo do toldo, aceno timidamente, vou até o seu grupo, estão altos, hálito de vodka, entramos todos. Acordo em um hotel que não é o meu, pelo ruído devo estar estar próximo ao aeroporto, alguns flashes, garrafas vazias. Meu relógio sumiu, passaporte e carteira próximos a louça do banheiro os cartões estão lá, CONFUSO, acho que deveria ter ido embora quando tive vontade, mas há algo de contentamento em mim, não sei explicar direito. Vejo o relógio junto a dobra do sofá, junto um celular que não é o meu, procuro....work, pressiono send e atende uma voz num sotoque escandinavo, às 5 pm estará de volta, não perco por esperar. Curiosidade, não! Agora lembrei!

segunda-feira, 17 de março de 2008

American next top model




Da costa oeste pela manhã para as areias do Atlântico lembrei da teoria de um livro em que o personagem dizia que num vôo a alma sempre demora mais para chegar. Bem jet lag a parte, aproveitei pra botar em dia a leitura dos jornais. Acontecimento da semana em questão, governador de New York usando verbas de contribuições de campanha para pagar prostituta de luxo. Desculpas com esposa ao lado, blábláblá - já virou clichê. Mas depois renúnica e mais mea culpa em público. Opa! Tentativa de estancar o vazamento, impedir que se rompa o dique, claro! Confirmado nos dias que se seguiram. Amigos da moça afirmam, suas festas eram regadas a pó. A referência ao porque de ele ter pago o dobro fica nas entrelinhas. Paladino da ética na política e pregador de moral e bons costumes chegado numa festinha aquecida, usando o nome de um amigo ainda. Nada de julgamentos, tudo bem. Calheiros alô o (usa) haiti é aqui. Filho de pai brasileiro e mãe canadense, nascido na américa tento aproveitar o melhor do que cada lugar tem para oferecer. Em São Paulo já havia utilizado o serviço de escort pra uma janta de trabalho e, aposto, ninguém notou. Voltando ao Emperors uma amiga de um veículo local me diz que feguezes eram não só políticos, mas também policias e gente do crime organizado. E nosso amigo governador sai de boi-de-piranha enquanto o resto do rebanho atravessa ileso a crise. Lembro de meu velho referindo-se as worehouses como casas-de-tolerância e nos explicando porque no brasil se usava esse nome. Mas vejam só essa face, a de ter tolerância! Désolé.






sexta-feira, 7 de março de 2008

eyes wide open


Entrou naquela choperia de esquina como fazia todas as segundas-feiras naquele verão que mantinha a cidade uma paz na qual reinavam apenas os que por alguma força estranha ficavam impedidos da migração sazonal. Logo na chegada capturou aquele olhar que lhe enviava sinais de desprezo completo, com a tulipa sem colarinho aproximou-se um pouco para captar a integralidade daquela exuberância quando um dos que estavam a cercá-la o saudou com guardanapo enquanto limpva o canto dos lábios e lhe disse pra chegar até o grupo. Olhou-a então nos olhos e foram então apresentados. Pois que estranho parece que te conheço, mas é porque tenho lido e ouvido a teu respeito. Tudo lenda, respondeu ele sorrindo, afastando-se assim do grupo despendido-se do conhecido com um fraternal abraço lateral, porém sem tirar da visão periférica aquele olhar. Não queria aquela conversa mais uma vez, já a sabia de cor. Preferiu ir para casa terminar o trabalho e sonhar com um diálogo que foi criando a seu bel prazer. Aquele olhar.

quarta-feira, 5 de março de 2008

People are strange when you're a stranger


"Lá vem o jovem cowboy chegando na cidade..." De passagem rápida por uma pequena cidade, breve pausa para o almoço. Eis que me torno alvo de olhares e de perguntas. Meu cliente, constrangido tenta se desculpar, mas nem há tempo, preciso que ele tome uma decisão. À mesa um sabor ímpar. Saímos cada um para seus destinos e no vôo levo comigo o peso daqueles olhares, mas há também o sabor.

terça-feira, 4 de março de 2008


"Homo homini lupus"