terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

mais humano

pelos caminhos de santiago me embrenho
nesse feriado mundano
pra descobrir oque falta
pra me tornar mais humano
e nessa epopéia me empenho
pra descobrir meus amores
e me libertar do engenho
do helicoidal código que me guia
trancrvendo pensamentos e atos
de todo esse meu embaraço
na tenda em Sião
ou na flictena que aperta
sempre o mesmo palhaço
pierrô do eterno abraço
que queima de cima a baixo
olhando pó de estelas desfilando,
peregrinando

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

mariposa

"Por cego amor seduzida
Recebendo a negra seta
Deixando a senda correcta
Pela mais desenvolvida
De tanta mulher perdida
Pelo gozo deslumbrada
Só ela foi alcunhada
Do mais inconstante insecto
E tanto amou o dilecto
Que morreu asfixiada
Quis fazer qual mariposa
Toda embevecida na luz,
Seu corpo a cinzas reduz
Nessa esfera luminosa;
Pousando de rosa em rosa
Tantos perfumes desfrutou
Que por fim se envenenou
Com o perfume do rosal,
Trocando a vida real
Pelo brilho que a fascinou."

domingo, 1 de fevereiro de 2009

devedor

"depende,
na saliva,
o doce


mole, em
sua parte,
afta"

People are strange




Maybe the pictures illustrate the idea that we all want to remove ourselves from life, and replace ourselves with fictional, self-created versions of ourself. We want to fictionalise our own existence, and impose order and narrative where there is none. Or maybe it's just tracing.