
Simone e Gean entraram no Bodega acompanhados de Koechlin, o peruano estava chapado de ectasy, queria fumar maconha e beber. Depois ligou para Anna, amiga de Simone. Conheceu Anna na noite anterior no show da Maná. Muita alegria e depois na finaleira na Geriba, a beira da lagoa cantaram juntos os refrões da noite. Anna estava com Alberto irmão de Nancy para quem tinha sido apresentada antes, mais cedo naquela noite por Allan no gourmet do downtown. Gean cercou Nancy de elogios e rememorou os dias na Argélia, lembraram daquele estrangeiro estranho; fora da razão ambos caminharam pela beira até encontrarem Thomas o filho do fornecedor. Este disse que havia visto um gênio sair de uma garrafa de absinto vazia encontrada em uma rede de pesca. Foram todos para o interior do Bodega onde entornaram suas tequilas deixando aquele calor ainda mais insuportável. Passaram por tás do balcão, subiram uma escadinha estreita no fundo do corredor que dá acesso á cozinha e numa sala climatizada do segundo andar iniciaram um diálogo que terminaria em pancadaria. Simone e Anna depois de um acesso de riso começaram a tossir angustiadamente quando Paulo o gerente do Bodega avisou que teriam visita, Allan e Thaísa chegaram jogando sobre a mesa um frasco de cebion cujo conteúdo todos ansiavam ver. Conheciam a fama do pai de Thomas que, professor universitário, fazia bico facilitando certos negócios. Havia também ele estado em Argélia naquele grupo seleto que participou da remoção ilegal daquele garotinho para Israel, onde foi submetido a uma cirurgia cardíaca sem a qual não viveria para completar quatro anos de vida;comemoraram todos. Aquele projeto humanitário era apenas a fachada para um esquema de propaganda arquitetado para melhorar a imagem de uma nação belicosa e rica que logo se tornará uma praça de guerra. Mas se eles puderam ajudar o garoto e sua mãe tudo bem, não ditavam as regras do jogo, preocupam-se apenas em fruir o máximo possível suas vidas, enquanto esperam a ressaca passar.
