
Entrou bar adentro com a PT40 em punho, o animal com suas garras para fora, pronto para o ataque. Girou sobre seu próprio corpo esquivando-se dum cabide de jaquetas coloridas com lembranças para os turistas. Olhou de relance e viu aquele vulto negro com uma senhora em um dos braços e uma sub-uzy na mão. “Peguei o filho-da-puta” Bummm. Miolos voaram até a parede e começaram a escorrer como se tivessem vida própria.
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Lembrou-se por um segundo daquele momento na infância remota em que empinava uma pipa sobre o telhado enferrujado da Granja Nenê, a sensação de poder ao sentir-se dominando o vento com aquela engenhoca primitiva, e após a brincadeira uma sensação de vazio ao descer a pipa. Agora também, olhando aquele corpo caído ao chão inerte com o crânio dilacerado em uma poça de sangue. Missão cumprida? E aí? O vento continua lá.
